Baioneta No. 4 Mk II (tipo espeto/Spike Bayonet) do fuzil Lee-Enfield No. 4 Mk I da 2a. Guerra Mundial
R$1195.00
A baioneta do tipo espeto (conhecida como Spike Bayonet ou oficialmente Bayonet, No. 4) foi a baioneta padrão desenvolvida para o fuzil de ferrolho britânico Lee-Enfield No. 4 Mk I. O seu apelido popular entre os soldados britânicos era "Pigsticker" (espetador de porcos).
1. Projetista e Ano de Desenvolvimento
Adoção e Ano de Desenvolvimento: Aprovada oficialmente pelo War Office britânico em 15 de novembro de 1939 (junto com o fuzil No. 4), entrando em produção em larga escala a partir de 1941.
Projetista: Não foi desenvolvida por um único inventor, mas sim por projetistas do departamento técnico do governo britânico na RDAE / RSAF Enfield (Royal Small Arms Factory Enfield), com foco na extrema simplificação para tempos de guerra.
2. Principais Diferenças em Relação à Baioneta M1907
Característica | Baioneta M1907 (Anterior) | Baioneta Spike No. 4 |
|---|---|---|
Estilo da Lâmina | Espada / Faca longa tradicional (cerca de 43 cm de lâmina). | Espeto reto de secção redonda/cruciforme (apenas ~20 cm). |
Acoplamento | Encaixe de cancro e anel na boca do cano do Lee-Enfield No. 1 Mk III. | Encaixe direto de soquete (socket) sobre os ressaltos no cano do No. 4. |
Material / Fabricação | Aço usinado, empunhadura de madeira com mola e retém complexo. | Peça integralmente metálica em aço forjado/estampado (sem empunhadura nem madeira). |
Custo e Tempo | Alto custo, usinagem demorada e intensiva em mão de obra especializada. | Altíssima velocidade de fabricação em fábricas civis não militares. |
3. Vantagens e Desvantagens
Vantagens:
Facilidade e Custo de Produção: Produzida rapidamente por indústrias civis convertidas (como a fábrica de máquinas de costura Singer) sem necessidade de aço de alta precisão ou trabalho de marcenaria.
Peso e Tamanho Reduzidos: Muito leve (~250 g) e curta, não alterava drasticamente o centro de gravidade nem o ponto de impacto do tiro quando montada no fuzil.
Eficiência Perfurante: Formato cónico ideal para perfurar roupas pesadas de inverno, uniformes grossos e tecidos militares.
Desvantagens:
Falta de Utilidade Prática no Campo: Ao contrário da M1907 ou de baionetas-faca, a Spike não servia como faca de utilidade (não cortava vegetação, alimentos, cordas, nem abria latas).
Alcance Reduzido: Em combate corpo a corpo puro, oferecia um alcance (reach) significativamente menor do que a baioneta M1907.
4. Quantidade Produzida e Variantes
Foram produzidas cerca de 5 milhões de unidades ao longo da Segunda Guerra Mundial, divididas nas seguintes versões principais:
No. 4 Mk I: A primeira versão, com lâmina de formato cruciforme (em '+' usinado). Apenas 75.000 unidades produzidas pela fábrica Singer (Clydebank, Escócia).
No. 4 Mk II: Lâmina lisa e redonda (sem usinagem cruciforme), diminuindo o tempo de produção. Foi a variante mais fabricada (~3 milhões de unidades), produzida pela Singer (Reino Unido), Long Branch (Canadá) e Savage-Stevens (EUA - Lend-Lease).
No. 4 Mk II:* O espeto e o soquete de montagem eram fabricados separadamente e depois soldados/pino para agilizar o processo.
No. 4 Mk III: Soquete construído a partir de chapas de aço estampadas e soldadas para reduzir ainda mais o custo.
5. Uso em Outras Armas (como a Submetralhadora Sten)
A baioneta Spike não foi restrita aos fuzis Lee-Enfield No. 4:
Submetralhadora STEN Mk II: Foi criada uma variante dedicada conhecida como Sten Bayonet Mk I. Esta baioneta utilizava exatamente o mesmo espeto da No. 4 Mk II*, adaptado a uma braçadeira/soquete de chapa de aço que se fixava diretamente sobre a capa perfurada do cano da submetralhadora Sten Mk II.
Uso tático na Sten: Cerca de 90.000 baionetas Sten Mk I foram produzidas. O objetivo era dar capacidade defensiva e intimidação psicológica a unidades de comandos, paraquedistas e tropas de assalto em combates de curta distância ou em trincheiras.
STEN Mk V: Projetada para elevar o padrão de qualidade da Sten (destinada a tropas paraquedistas e infantaria), a Mk V incorporou o mesmo suporte do cano do fuzil Lee-Enfield No. 4. Isso permitia acoplar diretamente a baioneta Spike padrão (No. 4 Mk I, II ou III) sem a necessidade de adaptadores.
2. Protótipos de Submetralhadoras
Lanchester (Adaptações): Embora a submetralhadora Lanchester oficial usasse a baioneta longa M1907 da Marinha, no final da guerra foram testados bocais para compatibilidade com o padrão No. 4.
Sterling / Patchett (Protótipos iniciais): O protótipo da submetralhadora Patchett (que mais tarde deu origem à famosa Sterling) foi testado nos anos de 1944–1945 com suporte para aceitar a baioneta No. 4 padrão da infantaria.
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