Capacete de paraquedista Inglês HSAT Mk I da 2a. Guerra Mundial

Capacete em Metal, couro e borracha idêntico ao original, para Reencenação Histórica ou complemento de display, de fabricação atual

O lendário capacete de paraquedista britânico da Segunda Guerra Mundial é conhecido oficialmente como Helmet, Steel, Airborne Troops (HSAT). 

Ele foi um marco do design militar e substituiu o inadequado modelo de infantaria padrão ("Brodie" ou "tampa de panela"), cuja aba larga criava uma resistência ao vento perigosa durante os saltos e corria o risco de prender nas cordas do paraquedas ou na porta da aeronave.

1. Projetista e Desenvolvimento

A criação e o desenvolvimento do HSAT ocorreram de forma incremental a partir de 1940/1941, impulsionados pela necessidade urgente de equipar as recém-formadas forças aerotransportadas britânicas.

  • Fabricante: O projeto do casco foi desenvolvido e produzido principalmente pela fábrica Briggs Motor Bodies (BMB) em Dagenham. 

  • Evolução dos Modelos:

    • P Type (Protótipo): O primeiro modelo operacional de aço foi inspirado no formato do capacete Fallschirmjäger alemão, mas contava com uma borda externa de borracha vulcanizada preta e uma aba saliente na parte traseira. Foi usado no famoso Raid de Bruneval em 1942.

    • HSAT Mk I: Eliminou a aba de borracha saliente, adotando uma borda de aço lisa e simplificada. Usava um sistema de jugular de couro preto com quatro pontos de fixação.

    • HSAT Mk II: Introduzido a partir de 1943/1944, tornou-se o modelo definitivo da guerra. A principal modificação foi a troca da jugular de couro por tiras de tecido de algodão (webbing) verde com fixação em três pontos e uma queixeira interna forrada de couro macio (camurça). 

2. Uso em Combate

O HSAT foi amplamente distribuído para o Exército Britânico (como os famosos Red Devils) e outras forças da Commonwealth, incluindo paraquedistas canadenses e poloneses. Ele esteve presente nos maiores teatros de operações da Europa:

  • Campanha do Norte da África e Sicília (1942–1943).

  • Dia D / Invasão da Normandia (Operação Tonga, 1944).

  • Operação Market Garden em Arnhem (1944).

  • Operação Varsity (A travessia do Reno em 1945).

O design era tão eficiente e compacto que o mesmo casco de aço foi adaptado pela BMB para tripulações de tanques (Royal Armoured Corps) e mensageiros motociclistas (Dispatch Riders), mudando apenas o estofamento interno e o arranjo das jugulares.


3. Anatomia Interna (Proteção contra Impactos)

Diferente dos capacetes comuns que visavam apenas estilhaços, o capacete de paraquedista precisava agir como um "capacete de proteção" (hard hat) contra colisões violentas no momento do pouso.

  • Amortecimento: O interior possuía uma faixa grossa de borracha do tipo Sorbo ao redor de toda a circunferência interna e uma almofada de borracha colada no topo do casco para absorver os impactos na cabeça.

  • Carneira: Feita com tiras de lona ajustáveis por um cordão central e uma faixa de suor de couro acolchoada com feltro branco. 

4. Camuflagem Típica

O HSAT saía de fábrica pintado em uma cor padrão Verde Oliva Texturizado (antirreflexo). No entanto, no campo de batalha, as tropas personalizavam agressivamente a camuflagem dos capacetes:

  • Redes de Camuflagem: Era quase obrigatório o uso de uma rede de algodão marrom ou verde sobre o casco. Os nós serviam para prender tiras de pano ou folhagem.

  • "Scrim" (Tiras de Juta): Os paraquedistas teciam tiras de estopa (hessian/burlap) coloridas (tons de verde, marrom e areia) na rede. Isso quebrava completamente o contorno redondo do capacete e eliminava qualquer brilho metálico sob o sol ou a lua.

  • Vegetação Natural: Galhos, folhas e grama do próprio ambiente de pouso eram inseridos na rede antes das missões. 

  • Pintura de Campo: Em algumas ocasiões, os soldados aplicavam lama ou tintas adicionais diretamente no casco para criar padrões disruptivos

Este exemplar é de fabricação atual, para reencenação histórica ou complemento de display museológico.