Placa de identificação militar alemã da 2a. Guerra Mundial

De Soldado do Panzergrenadier-Ersatz-Bataillon 29

R$350.00

A placa de identificação militar alemã da Segunda Guerra Mundial (Erkennungsmarke ou dog tag) mostra a marcação da unidade Pz.Gren.Ers.Btl. 29 (Panzergrenadier-Ersatz-Bataillon 29 ou Batalhão de Reposição e Treinamento de Granadeiros Blindados nº 29).

Detalhes da Marcação:

Pz.Gren.Ers.Btl. 29: Refere-se ao Panzergrenadier Ersatz Bataillon 29, unidade do Exército Alemão (Heer) responsável pelo treinamento, substituição e fornecimento de tropas para regimentos de infantaria blindada (Panzergrenadier), originada a partir da reorganização dos antigos batalhões de fuzileiros (Schützen-Ersatz-Bataillon 29). Abaixo da unidade, o número visível na linha inferior representa o número de registro pessoal do soldado (Stammrollennummer) no batalhão, N. 8387 (?)

O Panzergrenadier-Ersatz-Bataillon 29 (Batalhão de Substituição de Infantaria Blindada 29): Desempenhou um papel vital, embora de bastidores, na engrenagem militar alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Como uma unidade de Ersatz (reserva, treinamento e substituição), sua função principal não era lutar diretamente na linha de frente, mas sim recrutar, treinar e fornecer soldados de reposição para as unidades de combate ativas que sofriam baixas, especialmente a famosa 29ª Divisão de Infantaria Motorizada / Panzergrenadier.

1. Origem e Evolução Organizacional:

A história do batalhão é marcada por várias reorganizações geográficas e de nomenclatura, refletindo a própria evolução das táticas da Wehrmacht:

Fundação (1939): Foi mobilizado originalmente em 26 de agosto de 1939 em Guben (Distrito Militar III), inicialmente como Infanterie-Ersatz-Bataillon 29.

A Motorização (1940): Após uma breve renomeação em 1940, o batalhão foi restabelecido em dezembro daquele ano na cidade de Züllichau como uma unidade totalmente motorizada (Infanterie-Ersatz-Bataillon (motorisiert) 29).

Transição para Panzergrenadier (1942–1943): À medida que o exército alemão modernizava suas divisões motorizadas para o status de Panzergrenadier (infantaria blindada), o batalhão acompanhou a mudança. Em novembro de 1942, foi renomeado Grenadier-Ersatz-Bataillon (mot.) 29 e, em agosto de 1943, passou a ser oficialmente designado como Panzergrenadier-Ersatz-Bataillon 29, ficando sob o comando das Tropas Panzer do Distrito III.

2. A Divisão do Batalhão e a Linha de Frente (1943–1945):

Em agosto de 1943, a unidade foi dividida em duas estruturas para otimizar suas funções:

Panzergrenadier-Ersatz-Bataillon 29 (Unidade de Reserva/Substituição): Permaneceu estacionado na Alemanha, na cidade de Züllichau. Continuou responsável por receber novos recrutas civis, dar-lhes o treinamento básico de infantaria mecanizada e enviá-los para o front.

Reserve-Grenadier-Bataillon (mot.) 29 (Unidade de Campanha): Esta porção operacional foi enviada para Skanderborg, na Dinamarca ocupada, integrando a 233. Reserve-Panzer-Division. Em dezembro de 1944, a unidade estava em Agerbaek.

3. O Fim da Guerra (1945):

Nos meses caóticos finais do conflito, a distinção entre unidades de treinamento e unidades de combate desapareceu, pois a Alemanha precisava enviar todos os homens disponíveis para deter o avanço aliado.

Em abril de 1945, a parcela do batalhão que estava na Dinamarca foi absorvida para formar o I. Batalhão do Panzer-Grenadier-Regiment 83.

A porção que operava na Alemanha acabou engolida pelo colapso do Terceiro Reich e pela invasão do Exército Vermelho.

Resumo de Vínculo de Combate:

Embora o batalhão de substituição ficasse na retaguarda, o sangue e o suor dos homens que ele treinou alimentaram diretamente os combates de algumas das maiores e mais brutais campanhas da guerra através da 29ª Divisão Panzergrenadier, incluindo:

A invasão da Polônia (1939) e da França (1940).

A brutal Frente Oriental e a Batalha de Stalingrado (onde a divisão original foi completamente destruída em janeiro de 1943).

A reconstrução da divisão na França e sua posterior atuação na Campanha da Itália (batalhas de Salerno, Anzio e Monte Cassino) até a rendição final em 1945.